quinta-feira, 14 de março de 2019

Lá fora:
Dia claro de poucas nuvens
Um sol estonteantemente quente.
Aqui dentro,
Frio e agonia...

E saudade.

terça-feira, 26 de junho de 2018

À Vinícius de Moraes


Quisera eu viver de amores
E morrer de paixão.
Casar-me muitas vezes
Sofrer em cada separação.

Quisera eu deliciar-me
De muitos beijos
Muitos copos
Muitos corpos

Pra não perder a poesia;
Não deixar as palavras;
Não desenganar a ilusão.

Pra viver com maestria
As noites de volúpia
E os dias de solidão.


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J. Brasil

Pra você, meu adeus.

Sinto muito, mas é preciso matar-te em mim.
Pois meu peito ainda pulsa pelas tuas lembranças.
Minha inquietude aumenta ao soar do teu nome.
E nos meus sonhos ainda me persegues.

É preciso libertar-me.
De qualquer desejo que deixastes.
De toda recomendação que não fizestes.
Libertar-me de ti e de todo passado.

Faltou coragem, por tanto tempo, coragem.
A covarde que hoje sou reflete o covarde que fostes
Ao simplesmente deixar-me.

Não pedi pra ficares, mas nunca disse que poderias ir.
Então por que não levastes contigo a minha dor?
A dor que só a tua ausência me causa...

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J. Brasil

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Dos dias de silêncio...

Foram dias ruins onde minhas palavras não se escreviam mais.
Pensei que fosse adormecer
Ficar quase letárgica junto às folhas e aos pensamentos que se esvaíam tristonhos da minha mente sem poderem ser ditos, escritos e expressados.
Foram ideias oprimidas por um conservadorismo e um protecionismo sem fundamentos plausíveis de serem relevados.
Foram dias de reflexão e dias de solidão sem minhas singulares palavras...
Mas elas voltaram para casa, para não mais irem embora.
Eu não permito que levem aquilo que é tão meu,
Tão único e especialmente meu.
Minhas palavras, meus pensamentos, minha poesia, minha ilusão, meu mundo desiderata...
Compondo juntos um 'eu' do qual eu me orgulho de ser, dia após dia e cada dia mais.
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J. Brasil

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Um dia, uma oração.

E foi naquele dia que eu pedi a Ele
Um tempo certo, sem data, sem hora
E Ele, por ver que era sincero,
Não deixou que a minha esperança fosse embora.

Arrependo eu de ter feito tão tolo pedido:
Aquela súplica desesperada
Que outrora era digna
Hoje se faz desamparada.

Deus, perdoa minha pouca fé!
Desfaz as dores do meu peito
Leva embora aquela esperança...

Pai, pedi pão a ti,
Sei que não me darás pedra!
Desconsidera aquele pedido de criança.

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J. Brasil

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Entre Amigos

Olá amigo, como vai?
Escrevo-te porque ouvi dizer que a vida não te inspira mais...
Quão triste notícia foi esta para a minha inspiração!
Saber que um dia ela pode ir e ir e só ir...
Sabe amigo, não foi bom saber que já não és o mesmo e quero te relembrar, de forma sutil, a ti:
Sempre foste a inspiração em pessoa.
Parecia poesia, vivia poesia, fazia-se poesia.
Te lembra das muitas coisas que escreveste? Alimenta-te dalí!
E ao nosso Deus? Anda a Ele rogando?
Não foi tu quem disseste que: longe é um lugar que não existe dentro de mim?
Então? Que distância é esta que te separa dos teus poemas e versos da vida?
Sabe amigo, eu nem sei mais se posso te dizer algo por esta distância que o tempo criou.
Mas eu não consegui ficar calada ao ver teu sucumbir.
Meu amigo de prosa e verso...
Espero, verdadeiramente, que só esteja empoeirado...
Fique com Deus.
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J. Brasil
"a vida é a arte do encontro, 
embora haja tantos desencontros pela vida..." 
(VM)

domingo, 20 de novembro de 2011





"...porque as feridas mal cicatrizadas voltavam a sangrar como se fossem de ontem." (Gabriel Garcia Marquez )
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Ah o tal do amor...


Lá fora: Dia claro de poucas nuvens Um sol estonteantemente quente. Aqui dentro, Frio e agonia... E saudade.