terça-feira, 27 de julho de 2010

Algumas visões.

Eu não sei mais escrever. 
É no que tenho pensado nos últimos meses. 
Boa foi a época que eu olhava para uma árvore ao sol e conseguia transformá-la em poesia... [Árvores sempre foram as minhas favoritas!] Bons tempos esses que eu vivia poesia, sonhava poesia, amava em poesia!
Era poesia em prosa, verso e movimento. Eram dias sonhadores, dias esperançosos. Era como um desiderata. Sonhava com as coisas imagináveis e as fazia realidade. Fazia do pedaço de papel um pássaro e dos livros, um momento da minha história. Como eu sinto falta de ler...
O hoje, um ser de cabeça cheia de palavras e pensamentos, mas que não se sedimentam com sentimento nem com beleza. Palavras duras dissertadas. Poesia arrancada de cabeça para baixo, com versos sem rima, sem métrica, sem forma.
É a morte de um sonhador ver suas palavras saírem secas no papel que um dia fora encharcado de lágrimas de alegrias e tristezas. Palavras despojadas de sentimento e de amor próprio. Sem orgulho e sem esperança. “Só” na desventurança...

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J. Brasil

Um comentário:

  1. Que isso!! Escreve pra mim todo dia assim q eu apaixono!! hahaha
    texto fantástico!!!

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Lá fora: Dia claro de poucas nuvens Um sol estonteantemente quente. Aqui dentro, Frio e agonia... E saudade.