terça-feira, 4 de maio de 2010

Quando o Sol se põe...

Eu tinha tantas dúvidas.
tantos medos
e tantos sonhos.
Eu tinha a ilusão.
A paixão.
Feriram-me!
Tive certezas
tive desejos.
Sonhos frustrados.
Tempo perdido que não volta mais.
Envelheci nesse tempo.
Perdi.
Levaram a esperança.
Deixaram-me a dureza de uma incerta realidade.

O gosto do beijo já não é mais o mesmo.
O toque da mão passeando pelo meu rosto
já não faz mais sentido.
Palavras viraram vento
E sopraram-se pra longe das minhas lembranças.
Corri.
Em uma lentidão quase letárgica.
Corri.
Escondendo-me.
Corri.
Perdendo-me.
Corri.
Em vão atrás do vento
Que por aqui nem sei se soprou
Mas já estava longe, muito longe...

Obra poética
Com palavras arrancadas.
Levaram a magia da metáfora.
Apagaram a beleza da retórica...

Eu, que ainda era uma escultura de gelo...
Quebraram-me!
Já não se reconstrói mais.
É preciso derreter pra unir novamente.
Mas escoaram-se as partes que formavam um coração.

Razão - ela te matou.
Razão - ela me condenou.


J. Brasil



2 comentários:

  1. Eu ainda tenho muitas duvidas mtos medos mtas ilusoes e alguns sonhos.. mas acho que como vc ja disse no face, viver sem esses não teria a menor graça.

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  2. texto fantástico!!! parecia q tava falando de mim... mto bom mesmo! parabens!!

    bjao

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Lá fora: Dia claro de poucas nuvens Um sol estonteantemente quente. Aqui dentro, Frio e agonia... E saudade.